Anders Breivik é condenado a 21 anos de prisão pelos ataques terroristas na Noruega

Por trás dos olhos azuis e do semblante calmo do homem que ontem foi condenado a 21 anos de prisão pela justiça da Noruega, se esconde uma mente ultradireitista, que carrega em sua ficha criminal ações dignas dos supervilões das histórias em quadrinho.

Anders Breivik durante julgamento.  (Heiko Junge / EFE)Para quem não está lembrado, no dia 22 de julho de 2011, o jovem extremista Anders Behring Breivik, 32, realizou uma ação dupla em Oslo e na ilha de Utoya. Após detonar um carro-bomba no centro da capital da Noruega, atingindo prédios do governo e deixando oito mortos, Breivik, vestido de policial, foi para a ilha de Utoya para executar a segunda parte de seu plano. Lá, onde era realizado um encontro de jovens do Partido Trabalhista, ele perseguiu e disparou contra 69 ativistas do partido do primeiro-ministro Jens Stoltenberg. Segundo um dos sobreviventes ao ataque em Utoya, Anders ria e chorava de alegria enquanto atirava nos jovens do acampamento.

“Eu encarei a ação de 22 de julho como uma missão suicida. Não esperava sobreviver”, afirmou o atirador durante o julgamento do caso. Veja mais algumas frases ditas por Breivik durante o julgamento.

O terrorista, ao comentar sobre os ataques, afirmou que ambos foram “em defesa” de seu grupo étnico e contra a “invasão” muçulmana, e que não reconhece sua culpa porque “às vezes é necessário cometer uma barbárie para frear outra ainda maior”.

Durante seu discurso xenofóbico, Breivik acusou o Partido Trabalhista, que controla a política do país há décadas, de destruir o povo norueguês e sua cultura ao defender o multiculturalismo. Para ele, todos os povos europeus estariam ameaçados. A solução para evitar o aumento do conflito seria criar reservas para os nacionalistas longe do “inferno multiétnico”.

E não é só isso: O atirador, condenado ontem, 24, pretende escrever uma autobiografia na prisão. O livro poderá contar com três volumes e falará desde as células terroristas presentes na Noruega até sua viagem a Londres, onde afirma ter participado de um encontro com os “Cavaleiros Templários” (hein?!). “Ele disse que tem recebido consultas de várias editoras estrangeiras que querem publicar o que ele escreve”, contou seu advogado.

O que pôde-se ser acompanhado durante todo o julgamento foi sua frieza diante dos seus ataques e a forte influência da extrema direita, pregando a todo tempo pela “pureza de sua nação” e contra a presença de outras etnias em seu país.

Anders Breivik durante julgamento.  (Heiko Junge / NTB Scanpix/ Pool/ Reuters)Mal: “sm (lat malu) – Tudo o que se opõe ao bem, tudo o que prejudica, fere ou   incomoda, tudo o que se desvia do que é honesto e moral.” (Michaelis)

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